Saiba se é fake news ou realidade.

Hoje em dia, basta passar 10 minutos rolando o feed de qualquer mãe ou pai para se deparar com algum alerta sobre os perigos das telas. Parece até que o celular virou o inimigo número 1 das crianças, né?
Com tanta informação e desinformação circulando, é normal que os pais fiquem confusos e até culpados, principalmente porque eliminar completamente o uso de telas é quase impossível na rotina moderna.
Mas há uma nova onda de preocupação tomando conta das redes e grupos de pais: será que o uso de telas pode causar autismo?
A repercussão desse assunto foi tão grande que é hora de colocar os pingos nos “is”.
No blog de hoje, quero te explicar, de forma clara e sem sensacionalismo, o que a ciência realmente diz sobre o autismo e se as telas têm, de fato, alguma relação com esse transtorno.
Vem comigo descobrir a verdade por trás desse medo moderno.
O que é autismo?
Ter autismo significa que seu filho tem um cérebro que funciona e se organiza de maneira diferente. Essas diferenças aparecem principalmente na comunicação, nas relações sociais e nos comportamentos repetitivos ou interesses restritos.
Oficialmente, chamamos o autismo de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o termo “espectro” é usado porque o autismo não é igual para todos, varia em intensidade, habilidades e desafios. Isso mostra que a maioria das pessoas com TEA não são iguais ou manifestam as mesmas diferenças neurológicas.
Com todas essas informações, é natural que surja a dúvida: “Como saber se meu filho apresenta sinais de TEA e quando procurar ajuda médica?”
Essa é uma pergunta essencial e o primeiro passo é observar com atenção alguns sinais que podem indicar a necessidade de uma avaliação profissional:
Comunicação e linguagem
- Atraso na fala ou ausência de linguagem verbal;
- Repetição de frases ou palavras (ecolalia);
- Dificuldade em manter diálogo ou responder a perguntas;
- Pouco uso de gestos (como apontar ou acenar).
Interação social
- Evita contato visual ou demonstra pouco interesse por outras pessoas;
- Prefere brincar sozinho;
- Não entende expressões faciais, tom de voz ou ironia;
- Dificuldade em compreender regras sociais.
Comportamentos e interesses
- Movimentos repetitivos (balançar, girar objetos, bater as mãos);
- Interesse intenso em temas específicos (dinossauros, números, mapas etc.);
- Resistência a mudanças na rotina;
- Reações incomuns a sons, cheiros, luzes ou texturas (hipersensibilidade sensorial).
Percebeu alguns desses comportamentos aí na sua casa? Então é hora de procurar um profissional em neuropsicologia para uma avaliação mais detalhada.
Agora, voltando ao nosso tema, antes de responder se as telas podem ou não causar autismo, é importante entender que o TEA é dividido em diferentes níveis e isso faz toda a diferença na forma de compreender o transtorno.
Níveis de TEA

Nível 1: requer apoio
- A pessoa pode se comunicar verbalmente e entender regras sociais básicas, mas tem dificuldade para manter conversas e compreender sutis sinais sociais.;
- Pode ter comportamentos repetitivos (como balançar as mãos ou organizar objetos) que interferem levemente na rotina.
Exemplo: uma criança que fala bem, mas evita contato visual ou brincadeiras em grupo.
Nível 2: requer apoio substancial
- Dificuldade maior em interações sociais e resistência a mudanças de rotina;
- Pode haver fala limitada ou com pouca reciprocidade emocional;
- Os comportamentos repetitivos são claros e mais intensos.
Exemplo: a criança entende comandos simples, mas evita contato com outras pessoas e tem crises diante de mudanças.
Nível 3: requer apoio muito substancial
- Comunicação verbal mínima ou ausente.
- Dificuldade significativa em compreender o ambiente e expressar necessidades.
- Comportamentos repetitivos intensos e grande resistência a mudanças.
Exemplo: a criança pode se auto estimular (como balançar o corpo) com frequência e reagir com crises a sons, toques ou alterações na rotina.
Agora, que já refletimos um pouco mais sobre o TEA, vamos a grande dúvida:
Telas causam autismo?
As telas não causam autismo, mas há uma confusão comum sobre isso, e é importante entender de onde ela vem e o que a ciência realmente mostra.
Vem comigo!
De onde vem a confusão?
Nos últimos anos, vários estudos mostraram que crianças expostas precocemente e por muitas horas à telas (principalmente antes dos 2 anos) podem apresentar atrasos na linguagem, na atenção e nas habilidades sociais.
Esses atrasos, que são reversíveis, podem se parecer com sintomas do autismo, como:
- Pouco contato visual;
- Falta de interesse em brincar com outras pessoas;
- Dificuldade de comunicação;
- Falta de resposta ao nome.
Esses comportamentos são conhecidos como “autismo virtual” ou “síndrome do autismo por telas”, termo popularizado pelo psiquiatra infantil francês Michel Desmurget.
Se o seu filho passa muito tempo em frente às telas ou se você quer protegê-lo de possíveis atrasos no desenvolvimento neurológico, é essencial contar com ferramentas que ofereçam suporte real e ajudem a equilibrar corpo, mente e emoções.
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Grande beijo,
Michelle Bottrel

Sobre a Michelle
Neurocientista certificada no Canadá há mais de 14 anos, Michelle também é mãe do Nicholas e do Christian,especialista em educação infantil e membro do Instituto de saúde mental infantil canadense e instrutora de certificação com reconhecimento do MEC.
Nos últimos anos, Michelle Bottrel já ajudou mais de 22.954 mães e pais a criar filhos bem-sucedidos.