Seu filho passa o dia inteiro na escola.
A professora diz que ele estava ótimo.
Ele entra no carro.
Cinco minutos depois:
“PARA DE FALAR COMIGO!”
Chega em casa, o irmão encosta nele e ele explode.
Você pensa:
“Como ele consegue se comportar na escola e chega em casa desse jeito?”
Essa é uma situação que aparece muito quando converso com famílias.
E existe uma coisa importante para entender:
a escola exige muito mais do cérebro de uma criança do que simplesmente aprender português e matemática.
Ela precisa esperar.
Ignorar distrações.
Sentar quando gostaria de levantar.
Lidar com barulho.
Dividir atenção.
Resolver conflitos.
Lembrar instruções.
Controlar impulsos.
Transitar entre atividades.
Responder socialmente o dia inteiro.
Algumas crianças chegam em casa simplesmente saturadas.
Isso não significa que devemos aceitar desrespeito.
Mas significa que talvez o primeiro minuto depois da escola não seja o melhor momento para exigir mais dez coisas.
Eu testaria uma rotina muito simples de 15 minutos.
Primeiro: água e alguma coisa para comer, quando fizer sentido na rotina.
Fome e cansaço não ajudam ninguém a se regular.
Segundo: diminua perguntas.
Evite receber a criança com:
“Como foi?”
“Tem tarefa?”
“Foi bem na prova?”
“O que a professora falou?”
“Por que sua garrafa está cheia?”
Às vezes ela precisa simplesmente chegar.
Terceiro: movimento ou descanso.
Algumas crianças precisam correr.
Outras precisam sentar em silêncio.
Observe qual criança você tem.
Quarto: conexão antes da próxima demanda.
Um abraço.
Uma brincadeira.
Sentar perto.
Nem precisa conversar.
Depois disso, a rotina continua.
Tarefa precisa ser feita.
Banho precisa acontecer.
Mochila precisa ser organizada.
Limite continua existindo.
Mas existe uma enorme diferença entre retirar todas as responsabilidades e simplesmente reconhecer:
“Meu filho acabou de passar horas exigindo muito do cérebro.”
Já vi mudanças enormes acontecerem quando famílias pararam de colocar a criança da porta da escola diretamente na próxima bateria de cobranças.
Não porque o filho passou a mandar na casa.
Mas porque os adultos começaram a organizar melhor as transições.
Comportamento não acontece no vácuo.
Sono, alimentação, rotina, desenvolvimento, ambiente e capacidade de autorregulação se encontram o tempo inteiro.
E é justamente por olhar para a criança de forma integral que eu gosto de falar também sobre nutrição.
Se você quer conhecer a proposta do Bem Kids e entender como ele pode complementar a rotina nutricional do seu filho, deixei todas as informações abaixo.
Um grande beijo,
Michelle Bottrel
@michelleviegasbottrel