“EU TE ODEIO!”
Seu filho grita.
E aquilo entra.
Você sabe que é uma criança.
Sabe que está com raiva.
Mas ainda assim dói.
E o impulso de muitos pais é responder imediatamente:
“Depois de tudo que eu faço por você?”
Ou:
“Não fale assim comigo!”
Ou ainda:
“Pois eu também não estou gostando de você agora.”
Só que naquele momento existe uma coisa que precisamos separar:
sentimento e comportamento.
Seu filho pode sentir raiva de você.
Pode estar frustrado.
Pode até pensar naquele segundo:
“Eu odeio minha mãe.”
Sentimentos não precisam de autorização para aparecer.
Mas isso não significa que qualquer comportamento seja permitido.
Eu responderia de forma curta:
“Você pode estar muito bravo comigo. Mas não pode falar comigo dessa maneira.”
E pararia.
Não é hora de dar uma palestra sobre gratidão.
Não é hora de listar tudo que você fez pelo seu filho desde que ele nasceu.
E definitivamente não é hora de começar uma disputa para descobrir quem consegue machucar mais o outro.
Quando a criança estiver regulada, aí sim existe espaço para conversar.
“Você estava muito bravo comigo.”
“Eu entendo.”
“Mas aqui em casa nós não machucamos as pessoas com palavras porque estamos com raiva.”
Depois ensine o que ela pode dizer:
“Estou muito bravo com você.”
“Eu odiei essa decisão.”
“Quero ficar sozinho.”
“Isso foi injusto.”
Percebe a diferença?
Nós não estamos proibindo a raiva.
Estamos ensinando como expressar a raiva sem atacar a pessoa.
E isso precisa ser ensinado muitas vezes.
Não uma.
Crianças não aprendem regulação emocional porque ouviram uma frase bonita no Instagram.
Elas aprendem vivendo centenas de pequenas situações com adultos que repetem, modelam, corrigem e sustentam limites.
Também não transforme aquela frase em identidade.
“Você é uma criança horrível.”
“Você é ingrato.”
“Você só sabe machucar as pessoas.”
Corrija o que ele fez.
Não profetize quem ele será.
E depois siga.
Seu filho não precisa carregar durante três dias uma frase dita durante três segundos de desregulação.
Precisa reparar, aprender e tentar novamente.
Se na sua casa as conversas frequentemente terminam em gritos, negociações ou desrespeito, no Linguagem da Obediência eu ensino como corrigir comportamentos e sustentar limites sem precisar destruir a conexão para conseguir autoridade.
QUERO CONHECER O LINGUAGEM DA OBEDIÊNCIA
Um grande abraço,
Michelle Bottrel
@michelleviegasbottrel